A saúde e a vida: uma relação de cumplicidade


Falar em saúde no Brasil coloca em destaque o trabalho de muitas mãos, o que se reflete diretamente na busca constante pela melhoria do serviço, colocando em primeiro lugar a vida. E esse trabalho de casa vem sendo feito em diversas instituições espalhadas pelo país, e um exemplo de dedicação e sucesso pode ser visto em Fortaleza. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Eduíno França Barreira, conhecida UPA do Cristo Redentor, conquistou neste ano a certificação Acreditado Pleno da Organização Nacional de Acreditação (ONA), chancelado pela Sociedade Internacional para Qualidade na Saúde (ISQua).



Os primeiros passos foram dados em 2015, como conta o coordenador clínico da UPA e médico emergencista, Dr. Tarcylio de Almeida Rocha. A certificação chega com a sinalização de que estamos no caminho certo, e ao longo dos anos esse compromisso com a população reforça que a adoção de novos processos e inovações podem gerar bons resultados.

"É importante esse movimento de UPA's serem creditadas, temos mais de 600 unidades do país. Um momento muito recente, antes só existia uma UPA em Pernambuco com a certificação, e agora temos várias em processo de creditação. Acho louvável o serviço público prezar pela qualidade", destacou.

A UPA do Cristo Redentor, ao receber o certificado Acreditado Pleno, desponta como a primeira unidade do Norte e Nordeste nível 2 na ONA. O título coloca em destaque as práticas cotidianas de trabalho e a responsabilidade dos profissionais da saúde no exercício diário de salvar vidas.

E certos da importância do seu trabalho nos avanços na área da saúde a UPA do Cristo Redentor implantou o Protocolo Único de Monitoramento de AVC (PUMA), que conta com uma atuação integrada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Hospital de Geral de Fortaleza (HGF), referência no tratamento de AVC, além da parceria com o Hospital de Messejana no encaminhamento direto de paciente diagnosticados com infarto agudo.



Com o Protocolo Único, os resultados são surpreendentes, como relata Dr. Tarcylio de Almeida, reduzindo o tempo de transferência dos paciente para a unidade referência no tratamento."Antes do protocolo o tempo médio de transferência para as unidades era de 6 à 8 horas, e reduzimos esse tempo para 2 horas ou menos. Um ganho para a vida do paciente e no tratamento do AVC”.

E como saber que você está andando pelo caminho certo? A resposta vem no agradecimento dos familiares das pessoas cuidadas pela unidade. Flaviana Moreira Ferreira relata o amparo e compromisso da equipe de profissionais da Unidade. que vem realizando o tratamento do seu irmão e que a humanização atrelada a eficiência do serviço traz segurança a população.



"No caso dele, que era uma urgência, os procedimentos foram muito bem feitos, nós estamos sendo bem acompanhados pelo serviço social e médicos. Os médicos, enfermeiros e os demais profissionais tem se prestado ao papel que nós acreditamos e esperamos de profissional de saúde. Está tudo ocorrendo da forma correta e o melhor para o meu irmão".

A adoção de novas técnicas para avançar na diminuição dos impactos das doenças na vida dos paciente faz toda a diferença, trabalho que conta com o apoio da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Ao estabelecer normas de qualidade e segurança dos pacientes dentro das organizações de saúde através da implantação de protocolos para uma assistência integrada, a ONA revela um movimento das unidades de saúde no Brasil entorno das certificações de qualidade, reforçando o papel dos profissionais de saúde nos processos de trabalho.

Os dados da Organização revelam um aumento das certificações no país, desde hospitais públicos e privados à Unidades de Pronto Atendimento. O Nordeste vem acompanhado esse desenvolvimento e atualmente é a segunda região com maior número de unidades certificadas. Vale ressaltar que as certificações são conferidas por meio de um voluntariado das instituições, que passam por um processo de autoria e avaliação dos serviços prestados nas unidades.



A acreditação ONA, nestes 20 anos de fundação, trouxe a importância da Gestão e o estabelecimento de objetivos, metas e estratégias até a definição de diretrizes que possam direcionar a organização como um todo, como destaca Péricles Góes Cruz, superintendente técnico da ONA.

Todo o processo de Acreditação inicia-se por uma vontade mútua de todos os envolvidos. Em Fortaleza, o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) motiva os gestores das unidades a participarem. "Iniciamos desde 2015, mudando a cultura, implementando protocolos, analisando indicadores e, fazendo o que nos propomos, salvar vidas", diretora de Gestão e Atendimento Hospitalar - UPAs/ISGH, Camila Alves Machado.


Universidade em favor da vida


Na trajetória de avanços e ganhos na área da saúde entramos no campo acadêmico, com destaque para os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e na realização procedimentos médicos nos Hospitais Universitários.

Os avanços e casos de sucesso no Brasil envolvendo a Universidade Federal do Ceará (UFC) são notáveis, e alguns desses marcos para a medicina são resultado de um trabalho conjunto de vários pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), coordenado pelo professor Dr. Odorico Moraes.



"Uma das contribuições mais marcantes da UFC, que atingiu boa parte da população brasileira, foi a implantação da política de genéricos no Brasil. E é importante lembrar que essa política só foi possível devido o trabalho de pesquisadores da Universidade, que desenvolveram o estudo de equivalência dos medicamentos", ressaltou Dr. Odorico Moraes.

E esse envolvimento do NPDM com a saúde no Brasil resultou em diversas pesquisas, tendo como referência a elaboração dos 100 primeiros medicamentos genéricos; a pílula do câncer, em fase de ministração em pessoas saudáveis; e os estudos com a pele da tilápia. História acompanhada de perto pela professora Elisabete Moraes, que no início das pesquisas de equivalência entre os medicamentos originais e os genéricos nem imaginava o que estava por vir.

E com os trabalhos do Núcleo de Pesquisa em pleno vapor os estudos avançam no aprimoramento da utilização da pele da tilápia, que como colocou Dr. Odorico Moraes, já pode ser utilizada em mais de 40 especialidades da medicina, dentre elas a ginecologia, oncologia, dermatologia e ortopedia.



Sons da vida


E como falar sobre pesquisas e avanços na área acadêmica sem destacar a atuação dos Hospitais Universitários e a inclusão de procedimentos cirúrgicos inovadores no campo do ensino, contemplando uma grande parcela da população. E um desses exemplos de sucesso e inclusão vem com o implante coclear, mais conhecido como ouvido biônico, devolvendo os sons da vida para pessoas com perda total de audição ou que não responderam a outros tratamentos.

No Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de setembro, o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) realizou o oitavo implante coclear na pequena Andressa Moura, de 2 anos e 10 meses. A mãe da paciente, Ana Flávia Moura relata a expectativa de ouvir as primeiras palavras da filha e como esse momento gera um misto de ansiedade e alegria.



"É uma ansiedade muito grande pra ouvir ela falando as palavras. Se preparar para esse momento foi difícil, porque envolve uma cirurgia, mas saber que ela tem a possibilidade de escutar e falar superou tudo".

A equipe médica comemora a realização do procedimento no Hospital Universitário, contando com ampla cobertura do tratamento pelo Sistema Único de Saúde. O implante coclear custa em média R$ 43 mil reais, e como frisa o médico otorrinolaringologista, Marcos Rabello de Freitas, ofertar esse procedimento no serviço público tem impacto direto na melhoria da vida da população surda.

O momento também reforça o papel formador e disseminador de inovações no campo acadêmico, tendo impacto direto na qualificação de novos profissionais médicos, que nas Universidades tem a possibilidade de participar de procedimentos cirúrgicos envolvendo tecnologia.



"Um implante coclear ele é a possibilidade de ofertar o mundo dos sons para um paciente. O Hospital ter a capacidade de oferecer isso a população é o sentimento de missão cumprida. Oferecer o implante é sentir a plenitude do que existe hoje de recursos no tratamento do deficiente auditivo", médico otorrinolaringologista Sandro Barros Coelho.

Os resultados do ouvido biônico também são comemorados pela fonoaudióloga Alessandra Bezerra, que vem acompanhando de perto a evolução pacientes e reafirma o papel do sistema público na realização das estratégias em saúde, fortalecendo o princípio da equidade.

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A saúde do corpo e da alma


A correria do mundo moderno, a busca incessante pela perfeição vem refletindo diretamente no modo de vida das pessoas e como elas absorvem esse rotina agitada das metrópoles. No foco dessa nova didática de vida vem as doenças relacionadas ao estresse, transtornos de ansiedade e as frustrações com as metas não alcançadas.

E nesta esfera do confronto do mundo real e os anseios do indivíduo surgem novas maneiras de lidar com as doenças e na harmonização do ser humano e ambiente social. E essa realidade vem sendo pautada na incorporação de práticas integrativas no Sistema Único de Saúde como tratamento complementar a medicina convencional.



Ao chegar na Unidade de Atenção Primária à Saúde Francisco Melo Jaborandi, no bairro Jangurussu, em Fortaleza, encontramos um cenário totalmente diferente do que imaginamos num posto de saúde. Anexo à UAPS temos uma OCA de Saúde Comunitária mantida pela gestão municipal, que oferece a população os serviços de terapia em grupo, massoterapia, argiloterapia, auriculoterapia, dentre outras.

Práticas que vem mudando a vida de muitas pessoas, como relata Luziane Maria Pereira, que encontrou no local a paz e a amor próprio. "A OCA representa a minha recuperação de vida, estava em depressão e fui indicada para vir conhecer o local. E aqui eu me sinto amada e recuperei a minha auto-estima", confessa Luiziane que ainda faz o acompanhamento médico, mas que vem superando por meio das terapia e tratamentos alternativos os transtornos emocionais do dia a dia.

As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão, além do tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas. E quem chega na OCA Comunitária não quer sair, cercado de muito verde, as redes embaixo das árvores reforçam que o papel acolhedor do lugar, e mais acolhedor ainda é a anfitriã do equipamento, Fátima de Castro (Tibiriça), que recebe a todos com um abraço ao som da sua maraca.



Sempre circulando pelos ambientes da OCA, Fatinha procura fortalecer os laços com cada um que procura ajuda no local, e o seu trabalho conta com os apoio e dedicação das massoterapeutas. "Aqui nós não cuidamos da doença, nós cuidados das feridas que não cicatrizaram, as doenças da alma. As pessoas chegam na OCA na maior tensão da depressão ao ponto de cometer o suicídio, mas quando começam a fazer a memória de suas histórias e começam a perceber que por mais difícil que tenha sido a realidade vivida alguma coisa boa ficou: a vida".

E esse exemplo pôde ser visto e vivido em um momento de plena conexão entre as pessoas do local, que ao se reunirem ao redor de Natanaely de Souza, uma jovem de 25 anos que vem lutando contra a depressão, demonstraram um amor com a dor do próximo e que reforça a magnitude das práticas integrativas no apoio ao ser humano, principalmente na atenção básica de saúde.



Natanaely de Souza em uma conversa contida com a equipe da Agência Fortaleza fala da superação diária da depressão e como vem sendo a sua vivência nas práticas integrativas. "Dizem que a palavra tem poder e eu estou sendo curada da depressão. A terapia de grupo é perfeita, ao sentir as pessoas ao meu redor me senti amada e cuidada, aqui é assim todos cuidam um do outro. As vezes uma palavra faz com que se sinta realizada. E durante a massoterapia eu enxerguei traumas que vem causando os meus problemas. Aqui eu sinto muito bem e me sinto em paz".

E essa realidade vem ganhando espaço nas Unidades de Saúde de Fortaleza. Profissionais das unidade vem passando por capacitações em práticas integrativas e vem dedicando um tempo de suas cargas horárias para a implementação desses tratamentos complementares.

A medida, como destaca o coordenador de Redes de Atenção Primária e Psicossocial (CORAPP), Rui de Gouveia, vem sendo cada vez mais fortalecida nas unidades de saúde, proporcionando uma melhora significativa na vida da população, além de uma abordagem holística do indivíduo na atenção básica. "Nos locais onde existem as práticas existe uma menor tendência à medicação. Temos casos de transtorno de ansiedade leve, que com o tratamento de massoterapia, diminuem a possibilidade de medicação", apontou o gestor.

O momento destaca ainda um movimento entre os profissionais de saúde na atenção básica, que buscam associar as práticas diárias de seu trabalho com atividades complementares, que impactam diretamente na vida do usuário do serviço de saúde.



A cirurgiã-dentista Adriana Martins, profissional da Unidade de Atenção Primária à Saúde Alarico Leite, no Passaré, vem desenvolvendo a técnica de auriculoterapia. A oportunidade surgiu com uma capacitação ofertada pelo Município de Fortaleza em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina para os profissionais da atenção básica.

E atrelar duas paixões da sua vida no mesmo ambiente de trabalho vem sendo gratificante. Adriana Martins, que também é adepta da auriculoterapia, relata os benefícios que a prática vem refletindo no tratamento complementar de pessoas que sofrem com ansiedade e dores no corpo.

E os resultados são vistos quando falamos com Geane Gonçalves, que já vem na sua quarta sessão de auriculoterapia. Ao apertar as sementinhas de gengibre colocadas nas orelhas, Geane relata uma melhora significativa na superação da ansiedade, além da relação de cumplicidade com a profissional que realiza a aplicação da auriculoterapia.

E esse ganho na qualidade de vida é destacado pela massoterapeuta Uiara Almeida, profissional da OCA de Saúde Comunitária. A relação das práticas integrativas vem auxiliando os tratamentos da Saúde Mental, além de ajudar diretamente na diminuição do uso de medicamentos. As atividades proporcionam um envolvimento do indivíduo com a causa de seus problemas além de voltar a atenção do tratamento dos transtornos emocionais para terapias alternativas. "No nosso dia a dia não temos a oportunidade de conversar com o nosso eu interior e a massoterapia vem proporcionando esses momentos a população".

A adoção de práticas integrativas no Brasil é algo muito presente, pois retrata bem uma cultura do povo indígena, além de outras culturas milenares espalhadas pelo mundo. O país é um dos pioneiros no fortalecimento de terapias complementares nos serviços de saúde, atentando para um cuidado humanizado.

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A saúde em primeiro plano



Entrevista com a professora do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará, doutora em Ciências Políticas pela UFMG e integrante da pós-graduação no Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC), Carmem Leitão.

O momento colocou em pauta a evolução do sistema de saúde no Brasil e como algumas práticas de gestão e inovação podem melhorar e fortalecer o processo de construção da saúde no país.

1. Como podemos avaliar a saúde no Brasil desde a instituição do Sistema Único de Saúde (SUS) aos dias atuais, envolvendo ainda a saúde complementar (rede privada).

Tivemos um processo importante de mudanças desde a constituição de 88, quando você coloca a saúde como um direito de todos e dever do Estado, rompendo um momento com o modelo corporativista de bem estar social, em que o direito da saúde estava relacionado ao trabalho. Esse sistema tinha vários problemas de exclusão e de segmentação da assistência. As pessoas tinham acesso distintos à saúde, e você também tinham uma saúde pública separada, uma pelo Ministério da Saúde e outra pelas políticas de assistência previdenciária, o chamado INAMPS.

Quando você tem o processo de reforma sanitária, que você define novas regras e novas diretrizes no sistema de saúde, você cria todo um movimento de mudança e de redirecionamento dessa política, então hoje nós podemos vê vários avanços:

  • Descentralização da política de saúde - desconcentrando o poder e os recursos na questão da gestão
  • Fortalecimento da participação social
  • Processo de regionalização, um movimento de constituição de redes, todo um esforço que envolveu os gestores, profissionais e os movimentos sociais e entidades de classe

Então temos todo um movimento de mudanças, mas costumo dizer que é um processo de mudança lento, apesar de nós termos hoje um dos melhores programas de imunização e de transplantes do mundo. Na atenção primária você têm muitos avanços com a entrada dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s), que refletiu diretamente na diminuição da mortalidade materna e infantil.

Mas ainda temos alguns entraves na questão da construção do sistema universal de saúde, que é numa perspectiva de bem estar social e ainda temos algumas características parecidas com o passado: um sistema privado de saúde que foi criado anteriormente, rede complementar ao SUS, concentrada nos hospitais e na rede de diagnósticos imagens e tratamentos terapêuticos.

Temos uma rede também intitulada de suplementar. A saúde suplementar do Brasil, teve o seu nascimento anterior a 88, quando surgem as primeiras medicinas de grupos, cooperativas, um empresariamento da medicina, surgindo como um seguro para evitar grandes despesas no risco do adoecimento.

Com todo esse processo ainda temos um setor privado muito fortalecido, e o Brasil acaba tendo um sistema saúde misto, com a universalização dos direitos mas ainda consegue ter uma segmentação.

2. Os desafios na saúde são constantes do dia a dia, como podemos ultrapassar essas barreiras com a melhoria na área de gestão dos serviços?

Melhorar a gestão é um dos principais meios de qualificar esse sistema de saúde. Não resta dúvida de que quando uma gestão funciona bem, ela consegue ofertar os serviços onde mais precisa, consegue construir espaços de diálogos. A gestão é um meio de conseguir garantir o direito à saúde, melhorando a qualidade de vida.

Só que não podemos esquecer do falso dilema no sistema público, que falta é gestão ou é falta de investimentos. Acho pessoalmente que essas coisas não são excludentes, pois é impossível fazer saúde sem investimento, e nesse momento de austeridade fiscal, onde o financiamento é cada vez mais condicionado, os municípios já vem se esforçando extremamente para garantir a saúde da população, eles já vem gastando cerca de 25% do orçamento próprio em saúde, enquanto a União vem fazendo uma processo de redução da participação no financiamento do SUS. Essa é uma situação delicada, principalmente depois da Emenda Constitucional 95.

3. A utilização das inovações tecnológicas pode ajudar na área de gestão e como isso vem acontecendo ao longo dos anos?

Para sair desse problema, podemos incorporar novos sistemas de gestão, como ter a ajuda de aplicativos que possam trazer informações que os profissionais inserem no sistema para uma ação mais rápida.

Numa gestão compartilhada, utilizando a tecnologia da informação, se discute muito os fluxos de trabalho e assistencial e o gestor tem um papel importante no processo de efetivação das ações, e com isso esse gestor deve passar uma capacitação para o aprimoramento das práticas.

4. A gestão compartilhada entre poder público e organizações vem sendo uma constante na saúde pública, isso é reflexo de uma busca constante pela melhoria dos serviços?

A gestão compartilhada tem uma forma de organização que prevê uma integração com outros atores do sistema. Numa perspectiva de tomada de decisão administrativa conjunta, além do aprendizado mútuo, se transformando num espaço terapêutico para a equipe de profissionais que está participando da gestão dos serviços.

Isso também entra na perspectiva de pensar o controle externo, como os movimentos sociais e associações poderem está dialogando a gestão, pensando na organização do sistema. A opinião de todos os atores do processo deve integrar o processo para tomadas de decisão e inclusive o Legislativo, que vem tomando decisões importantes para a saúde. O Legislativo, representante dos interesses da sociedade, deve saber como se organiza uma rede e esse diálogo deve ser mantido com o objetivo de melhorar a gestão dos sistema de saúde no Brasil.

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